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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Hatshepsut - A primeira faraó da história.

Hatshepsut


A primeira faraó da história.

Hatshepsut foi a primeira faraó (mulher) da história, conseguiu esse título após vencer muitos obstáculos. Após a morte de seu pai, o faraó Tutmés I, Hatshepsut casou-se com seu meio-irmão, Tutmés II, com apenas 17 anos de idade. Depois de quatro anos seu marido e irmão faleceu, deixando como herdeiro do trono um filho que teve com uma concubina. Mas como o menino era muito jovem, Hatshepsut assumiu o poder. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos. Para permanecer no poder fez o uso da descendência de Tutmés I, a princípio não enfrentou objeções, já que Tutmés III (filho de Tutmés II) era muito jovem e não podia reinar.


No começo de seu reinado não exigiu as regalias reservadas aos faraós, que eram

governantes e sacerdotes da religião local (considerados seres divinos). Aos poucos foi testando seu poder, para ver até onde iam os limites impostos pela sociedade egípcia às mulheres, pois almejava o posto de faraó. Com o passar do tempo seu poder foi aumentando, até se mostrar como faraó, fazendo o uso de barba postiça e calças. O uso de barba falsa era um costume exclusivo dos faraós, a barba para eles tinha o mesmo significado da coroa para os reis. Hatshepsut promoveu a inovação administrativa e a expansão comercial. Enviou várias expedições para a costa africana, no Mar Vermelho, em busca de ouro, marfim, pele de animais, entre outros.

Com a prosperidade de seu governo, Hatshepsut começou uma obra de embelezamento arquitetônico no Egito. Ergueu diversas edificações em homenagem ao deus Amon-Rá (seu pai espiritual), na região de Beni Hasan (centro do reino) ela construiu um novo templo feito de pedras, denominado Speos Artemidos pelos gregos. Ao mesmo tempo em que fazia as mudanças físicas do Egito, a faraó cuidava da educação de Tutmés III. Ela enviou o menino para o templo de Amon, onde foi educado para se tornar o próximo governante.

Para garantir sua autoridade fazia de tudo para manter o jovem afastado do trono, chegou até a casá-lo com a filha que teve no relacionamento com Tutmés II. Porém, ficou bastante enfraquecida com a morte da princesa. No comando do exército Tutmés reclamou seus direitos, em especial o título de faraó. Mas só conseguiu tal feito após a morte da rainha, em 1482 a. C. A causa da morte não é conhecida, assim como a localização de seus restos mortais.


AMAZONAS - Mulheres guerreiras

AMAZONAS - Mulheres guerreiras




A mitologia grega fala das amazonas, mulheres que comprimiam ou queimavam o seio direito porque assim lhes ficava mais fácil usar os arcos e disparar flechas contra os inimigos, ou durante caçadas. Diz a lenda que elas mantinham contato passageiro com os homens que habitavam as regiões vizinhas àquelas que dominavam, enviando depois, aos respectivos pais, os filhos varões nascidos desse relacionamento. Algumas se tornaram célebres, como as rainhas Hipólita, ou Antíope, e Pentensiléia, que ajudou os troianos contra os gregos e foi morta por Aquiles.

Sobre esta, o Livro de Ouro da Mitologia, de Thomas Bulfinch, registra: “Outra aliada foi Pentensiléia, rainha das Amazonas, que chegou à frente de um bando de guerreiras. Todas as autoridades afirmam sua bravura e o terrível efeito do seu grito de guerra. Pentensiléia matou muitos guerreiros gregos, mas afinal foi morta por Aquiles. Quando, porém, o herói se debruçou sobre o cadáver da inimiga caída e contemplou sua beleza e mocidade, lamentou amargamente a vitória”.



Outras amazonas também ficaram famosas, como as da Ásia, comandadas pela rainha Tomitis, que venceram e mataram Ciro, príncipe persa, e as da África, que subjugaram os atlantes, povos que habitavam a Atlântida, mas depois foram exterminadas por Hércules. E durante o século 8, na Boêmia, mulheres guerreiras comandadas por Vastla, construíram fortalezas e durante oito anos semearam o terror naquela região. No século 16, Francisco Orellana (1490-1546), explorador espanhol, comandou uma expedição ao rio Napo, afluente do Amazonas, e ao chegar à confluência deste com o rio Maranhão decidiu continuar descendo seu curso. No decorrer dessa viagem os índios lhe falaram de uma tribo de mulheres guerreiras, ou amazonas, e ele afirmou tê-las encontrado perto da desembocadura do rio Trombetas, vindo daí a designação dada ao nosso grande rio.


O registro desse encontro revela que elas “são muito alvas e altas, com o cabelo muito comprido, entrançado e enrolado na cabeça”... “São muito membrudas e andam nuas em pêlo, tapadas as suas vergonhas, com seus arcos e flechas nas mãos, fazendo tanta guerra como dez índios”... “Quando lhes vinha o desejo, faziam guerra a um chefe vizinho, trazendo prisioneiros que libertavam depois de algum tempo de coabitação. As crianças masculinas eram mortas e enviadas aos pais, e as meninas criadas nas coisas de guerra”... “Vestem finíssima lá de ovelhas do Peru e usam mantas apertadas, dos peitos para baixo, mantendo o busto descoberto”... “Trazem os cabelos soltos até o chão, e na cabeça coroas de ouro da largura de dois dedos”.



Reportando-se a essa passagem histórica, o folclorista, jornalista, escritor e professor Walcyr Monteiro, paraense nascido em 1940, esclarece que foi Francisco de Orellana, realmente, quem, em 1541, contou pela primeira vez que ao chegar ao Mar Dulce, nome pelo qual era conhecido o atual rio Amazonas, ele e seus tripulantes teriam sido atacados por uma tribo de mulheres descritas pelo Frei Gaspar de Carvajal da forma já mencionada. Segundo Walcyr, aquela batalha na foz do rio Nhamundá (atual limite entre o Pará e o Amazonas), foi terrível, pois se de um lado os espanhóis mostravam-se surpresos com a quantidade de guerreiras, coisa que jamais esperavam encontrar, de outro as mulheres combatiam ferozmente, comandando uma legião de índios. Vencidos, os espanhóis foram obrigados a fugir, mas conseguiram capturar um índio que lhes deu diversas informações sobre a tribo de mulheres.

Disse ele que havia cerca de setenta tribos semelhantes na região; que elas vi-viam sem a presença de homens e que dominavam as tribos vizinhas. O índio contou que no tempo de procriar as guerreiras traziam índios à força, das tribos dominadas, e estes, depois de engravidá-las, eram mandados embora. De pronto, os espanhóis as identificaram como sendo as amazonas e passaram a chamar o então mar Dulce de "rio de Las Amazonas". Outro detalhe interessante é que os índios, por desconhecerem da lenda das amazonas da Capadócia, chamavam as mulheres das tais tribos de Icamiabas, ou "mulheres sem marido", e diziam que elas presenteavam os homens após a cópula com pequenos artefatos semelhantes a sapos entalhados em algum mineral esverdeado. O presente, chamado muiraquitã, era dado durante um ritual dedicado à Lua, sendo pendurados no pescoço dos visitantes e usados por eles até os próximos encontros sexuais.

A tribo das mulheres sem marido nunca foi encontrada, mas o mesmo não se pode dizer a respeito dos muiraquitãs, porque os pequenos adornos têm sido encontrados com freqüência na região do Baixo Amazonas, justamente onde Francisco de Orellana diz ter travado uma batalha com as lendárias mulheres. É costume dizer-se na região que quem encontra uma pedra de muiraquitã terá sorte no amor e força contra as doenças. Até hoje, muitos artesãos confeccionam peças similares para vendê-las em feiras de artesanatos da região, mas as verdadeiras estão em guardadas em museus ou fazem parte de coleções particulares.
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FÊNIX

FÊNIX




FÊNIX ORIGEM: A fênix ou fénix (em grego: φοῖνιξ;, transcrição: foinix) é um pássaro mitológico que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas.
Outra característica da fênix é a capacidade de transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes.
Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fênix vivia exatamente 500 anos.
Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fênix queimava-se numa pira funerária. A fênix, após erguer-se das cinzas, levava os restos do seu pai ao altar do deus Sol na cidade egípcia de Heliópolis (Cidade do Sol).
A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual. Os gregos provavelmente copiaram dos egípcios a idéia da fênix.
Esses últimos adoravam benu, uma ave sagrada semelhante à cegonha. O benu, assim como a fênix, estava ligada aos rituais de adoração do Sol em Heliópolis. As duas aves representavam o Sol, que morre em chamas toda tarde e emerge a cada manhã.



Lenda A fénix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte.
Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava.
A impressão que a sua beleza e tristeza causava em outros animais, chegava a provocar a morte deles.
Segundo a lenda, apenas uma fénix podia viver de cada vez.
Hesíodo, poeta grego do século VIII a. C., afirmou que esta ave vivia 9 vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida.
Outros cálculos mencionaram até 97 200 anos.
Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de árvore da canela, em cujas chamas morria queimada.



Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípcia de Heliópolis , onde os colocava no Altar do Sol.
Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O devasso imperador romano Heliogábalo (204--222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade.
Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois. Actualmente os estudiosos crêem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei.



Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.
Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a. C. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erradamente designado por fénix(phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.
[editar] Simbologia
A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significo é preservado: a perpertuação, a ressurreição, a esperança que nunca tem fim.



Para os gregos a Fênix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da Fênix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.

Os egípcios a tinham por Benu e estava sempre relacionada a estrela Sothis, ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.
Na China antiga a Fênix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude e da inteligência.
Na sua plumagem, brilham cinco cores sagradas.
No ínicio da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição.
Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou pela humanidade.




Registros históricos "Existe outro pássaro sagrado, também, cujo nome é Fênix. O pássaro raramente vem ao Egito, uma vez a cada cinco séculos, como diz o povo de Heliópolis.
É dito que a Fênix vem quando seu pai morre. Se o retrato mostra verdadeiramente seu tamanho e aparência, sua plumagem é em parte dourado e em parte vermelho.
É parecido com uma águia em sua forma e tamanho. O que dizem que este pássaro é capaz de fazer é incrível para mim.
Voa da Árabia para o templo de Hélio (o Sol), dizem, ele encerra seu pai em um ovo de mirra e enterra-o no templo de Hélio.
Isto é como dizem: primeiramente molda um ovo de mirra tão pesado quanto pode carregar, então abre cavidades no ovo e coloca os restos de seu pai nele, selando o ovo. E dizem, ele encerra o ovo no templo do Sol no Egito.
Isto é o que se diz que este pássaro faz."
- Heródoto, Herodotus. Histories, 2.73 "E a Fênix, ele disse, é o pássaro que visita o Egito a cada cinco séculos, mas no resto do tempo ela voa até a Índia; e lá podem ser visto os raios de luz solar que brilham como ouro, em tamanho e aparência assemelha-se a uma águia; e senta-se em um ninho; que é feito por ele nas primaveras do Nilo. A história do Aigyptos sobre ele, é testificada pelos indianos também, mas os últimos adicionam um toque a história, que a Fêinix enquanto é consumida pelo fogo em seu ninho canta canções de funeral para si." - Apolônio de Tiana, Life of Apollonius of Tyana 3.49 "Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas
descendem de seus primeiros, de outros de seu tipo.
Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo - a Fênix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes mas de óleos de balsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra dourados e pedaços de canela, estabelecida lá, inflama-se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida.
Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fênix, como se diz, para viver os mesmos longos anos.
Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho - o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai - como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol ([Heliópolis no Egito), e perante as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o" - Metamorphoses 15.385





Daruma



Daruma

São bonecos arredondados, feitos de madeira ou papel-machê, com o corpo pintado de vermelho, sem braços e pernas, rosto branco com bigode e barba e seus olhos não têm pupilas. Alguns bonecos tem caracteres escritos em sua face, especificando o tipo de desejo que a pessoa tem em mente. No queixo, pode se escrever o sobrenome do dono do boneco.

O daruma é essencialmente um boneco de desejos. Vem com os olhos em branco, porque o costume é pintar uma pupila, quando fizer um desejo, e então quando o desejo se realizar, a outra pupila é adicionada. Até que o desejo se torne realidade, o daruma é colocado em algum local alto na casa, tipicamente fechado com outros pertences significativos, como o butsudan (oratório budista familiar).

Muitos japoneses fazem seus desejos ao daruma no primeiro dia do ano. Quando o desejo se realiza e a segunda pupila é pintada, o daruma é exposto até o próximo ano novo. No final do ano é costume levar o daruma a um templo, onde ele é queimado em uma grande fogueira ao ar livre.

O daruma é um dos mais populares talismãs de sorte no Japão. Vendido em festivais religiosos e feiras, esse boneco representa o Bodhidharma. Quando golpeado em qualquer de seus lados, o boneco balança e volta a sua posição inicial, ou seja, de pé. Por isso é chamado de okiagari koboshi (boneco que sempre fica em pé), e é um símbolo de perseverança, flexibilidade e determinação. Um provérbio japonês é intimamente associado ao daruma: “Nana Korobi Yaoki” (Caia sete vezes, levante oito).

Enquanto a maioria dos bonecos daruma são masculinos, em algumas localidades no Japão existe um daruma feminino, chamado ehime daruma (princesa daruma).

O lendário Bodhidharma foi um sábio hindu que viveu em alguma época do século V ou VI. Ele é o indiscutível fundador do Zen Budismo e, considerado como o introdutor do Zen na China, durante suas viagens ao Reino Médio (Zen Budismo é o termo usado no Japão, mas a filosofia do Daruma chegou primeiro na China, onde floresceu e foi chamada de Chan Budismo. Apenas séculos depois, se desenvolveu no Japão, onde é chamado de Zen Budismo). Existem incontáveis lenda sobre este sábio. A mais conhecida diz que ele atingiu a Iluminação (satori), depois de meditar em uma caverna por sete anos (alguns dizem nove anos), sem piscar ou mover seus olhos. Outras lendas contam que ele estava virado para a parede do templo Shorinji, na China. Durante esses anos de meditação, seus braços e pernas atrofiaram, encolheram e caíram. Há uma lenda onde o Bodhidharma corta suas pálpebras. Aparentemente, ele cochilou durante a meditação e, num ataque de raiva, cortou suas pálpebras, que caíram no chão e germinaram como a primeira planta de chá verde da China.

O Zen Budismo foi levado para o Japão no início do século XII. No período Muromachi (1333 a 1573), surge no Japão o boneco daruma, na mesma posição em que o monge sentava-se para meditação bem como imitando bonecos teimosos trazidos da China. Assim, começou a propagar como sendo uma decoração.

A fabricação de daruma começou em Takasaki, no final do século XVII, como uma maneira de ajudar os fazendeiros que sofriam com a falta de recursos. A história é que o templo Daruma instrui os fazendeiros a fabricar bonecos de papel-machê, como um modo de ganhar um rendimento extra.

Em meados do período Edo (1603 a 1868), chegou ao formato atual. Nessa época já havia no âmago do povo japonês o sentimento de se proteger usando o daruma como um talismã para evitar todos os males existentes na colheita agrícola, caça e pesca. Desde então, o daruma é utilizado como uma maneira de atingirmos nossos objetivos e sonhos.


O Gato-chines



O Gato-chines






Muita gente acredita que o boneco Maneki Neko, o gatinho da sorte japonês, traz sucesso e dinheiro. Com a pata levantada, ele parece saudar quem chega e atrair as boas graças da fortuna.



Duas lendas falam de sua origem. Numa, o bichano morava no templo Gotoku-ji. Era um dia de tempestade, e um senhor feudal que viajava se abrigou debaixo de uma árvore em frente ao templo e viu o gatinho que acenava para ele. Encantado, o homem foi para perto do bichinho simpático, e no mesmo instante um raio partiu a árvore de onde ele acabara de sair. Desde então, o bichano passou a se reverenciado e o boneco representa o gatinho em seu gesto iluminado.
Na outra versão uma mulher muito pobre sonhou que seu gato lhe pedia para fazer sua imagem em cerâmica. A mulher assim o fez, e logo muita gente começou a aparecer em sua casa e comprar os bonecos gatos, e ela terminou seus dias bem rica.
O MN mais popular é o tricolor. Gatos tricolores em geral são considerados talismãs de boa sorte. O macho de três cores é muito raro (o gene tricolor aparece quase exclusivamente em gatas) e ainda mais sortudo.









GUEIXA



GUEIXA






GUEIXA


Gueixa ("pessoa de artes") são mulheres japonesas que estudam a tradição milenar da arte da sedução, dança e canto. A palavra geiko é usada em Kyoto para descrever as gueixas. Gueixas eram muito comuns no século 18 e 19, e existem atualmente em menor número. Em português a grafia é Gueixa, em japonês a palavra é "Geisha" com a mesma pronúncia. Em Kansai é usada a palavra "geiko" e a palavra "maiko" é usada nos distritos de Kyoto. As gueixas não tem relação com a prostituição; porém, a palavra "geisha girl" tem, e foi usada durante a ocupação americana no Japão, denegrindo a imagem das gueixas. Na China a palavra gueixa é traduzida como "yi ji", que soa como "ji" e em chinês também tem relação com a prostituição. Mas, as gueixas entretem por meio da cultura e das tradições, não pelo sexo. No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial algumas gueixas se tornaram prostitutas, o que também prejudicou a imagem delas, deturpando o conceito.




Para se tornar uma gueixa, primeiramente, era preciso, quando ainda criança ou adolescente, ingressar numa casa onde só viviam gueixas (oki-ya), comandadas por uma mulher (okami-san) já experiente, geralmente uma ex-gueixa. Estas casas se localizavam em comunidades só de gueixas (hanamachi, lê-se "ranamáti"), prevalecendo o poder feminino, ao contrário do que acontecia no resto do Japão.

As aprendizes (maiko) eram, desde crianças, especiais, isto é, eram consideradas crianças muito inteligentes e de beleza rara. Elas ingressavam na oki-ya fazendo trabalhos domésticos, como limpeza das casas, lavagem das indumentárias etc, para depois, quando adolescentes, começarem seu rigoroso treinamento para se tornar uma gueixa. Muitas destas crianças eram vendidas por suas famílias para estes estabelecimentos, mas, hoje em dia, a adolescente ingressa por decisão própria, não sendo muito aceita pela sociedade por isto.




Elas aprendiam as artes da dança, pintura, caligrafia, música, dicção, etiqueta, acrobacias, interpretação teatral e tinham que estudar muito, até atingirem uma perfeição, possuindo uma formação privilegiada das demais mulheres japonesas. As gueixas eram as únicas mulheres do Japão que possuíam a oportunidade de alcançarem uma independência, por nunca casarem e nem terem ocupações domésticas, dedicando-se inteiramente à profissão. Outra peculiaridade é o fato de poderem ter filhos, e serão privilegiados somente os do sexo feminino, ao contrário de todo o Japão.

Além de toda a formação intelectual, elas tinham de ter uma aparência impecável: vestiam kimonos cheios de adornos, que pesavam muitos quilos, uma maquiagem que cobria todo o rosto de branco (oshiroi), usavam tamancos de madeira (zori) e tinham que estar sempre alegres e com postura delicada.

As casas onde viviam eram sustentadas por um homem rico e, muitas vezes, casado - o danna. Geralmente esta figura possuía uma gueixa como amante, mas o fato de esta ter contato íntimo com algum homem era raro.

Elas eram mulheres contratadas por homens poderosos e milionários para entretenimento e atração em festas, reuniões, jantares, e o objetivo delas era tratar seus clientes muito bem, proporcionando momentos de prazer, com boas conversas, para que este descontraísse e se sentisse inteligente. Elas os seduziam com sua beleza, dotes artísticos e encantamento. Cada momento com gueixas pode custar uma fortuna. É um mundo privado, misterioso e para poucos.





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